INTENÇÕES DO SANTO PADRE – JUNHO 2014

Intenção do Mês – Junho2014

Universal
Apoio aos desempregados
Para que os desempregados consigam o apoio e o trabalho de que necessitam para viver com dignidade.

Pela Evangelização
Raízes cristãs da Europa
Para que a Europa reencontre as suas raízes cristãs através do testemunho de fé dos crentes

UNIVERSAL

Trabalho para todos

A Intenção Universal deste mês chama a nossa atenção para um problema de grande e, infelizmente, cada vez maior actualidade: o de milhões de desempregados em todo o mundo. É este um verdadeiro drama nos nossos tempos, que não se confina aos países do terceiro mundo ou em vias de desenvolvimento, mas se estende a todos os continentes e nações, ainda que não com a mesma gravidade em toda a parte. A desocupação constitui, por isso, uma autêntica calamidade social universal, sobretudo no que respeita às camadas mais jovens.

Compêndio da Doutrina Social da Igreja afirma, muito claramente (nn. 287-291), que o trabalho é umdireito fundamental do homem, é um bem útil, apto para exprimir e fazer crescer a dignidade humana. Por isso, esta dignidade é gravemente afectada quando a pessoa não tem trabalho. Por esta razão, o Papa emérito afirma na Carta Encíclica Caritas in veritate que estar sem trabalho durante muito tempo ou depender da assistência pública ou privada corrói a liberdade e a criatividade da pessoa e as suas relações familiares e sociais e produz graves consequências psicológicas e espirituais, arrastando, assim, a uma existência carente da devida dignidade.

O trabalho é necessário para que a pessoa possa desenvolver os seus dons e faculdades, e não se sentir um parasita na sociedade. É também necessário para formar e manter uma família, para exercer o direito à propriedade e, de um modo global, para contribuir para o bem comum da humanidade.

Compete aos governantes promover políticas que activem o emprego, que favoreçam a criação e as oportunidades de trabalho. Compete igualmente aos governantes secundar a actividade das empresas, criando condições que favoreçam a criação de postos de trabalho, estimulando essa actividade onde ela seja insuficiente e apoiando-a em momentos de crise. Mas todos podemos e devemos ajudar a resolver esta calamidade constituída pelo desemprego, das maneiras que cada um descubra, o que acontecerá se houver boa vontade e uma consciencialização da gravidade deste problema.

 

PELA EVANGELIZAÇÃO

O testemunho cristão

Constitui um dado bem evidente que a Europa atravessa uma crise de fé que se vai acentuando, dia a dia. A fé já não um pressuposto óbvio da vida comum, um dado adquirido que vai passando de geração em geração, como uma «herança» indiscutível, aceite por todos com toda a naturalidade e sem pôr essa fé em questão.

Daqui que se fale tão frequentemente de uma nova evangelização, com especial incidência da Europa, que vai esquecendo as suas raízes cristãs e na qual muitos se sentem perdidos, sem um alvo concreto na vida, e desorientados porque perderam a fé ou são questionados por problemas para os quais não encontram solução.

Por isso, o Papa emérito afirmava, na Missa do início do seu pontificado, que era necessário a Igreja «ir buscar os homens ao deserto» em que se tinha transformado a sua vida, para os conduzir à vida, à amizade com o Filho de Deus, que é a fonte dessa vida.

A nova evangelização pode revestir vários aspectos, mas o testemunho da fé dos cristãos é, sem dúvida, o principal. Para que este testemunho seja autêntico, é necessário que cada cristão procure aprofundar a sua fé, para que ela possa ser professada, celebrada, rezada e vivida. Por outras palavras, é necessário reflectir sobre o acto da fé com que se crê.

adesão de cada cristão ao Evangelho tem que ser cada vez mais profunda, porque só assim ele saberá a maneira mais credível de transmitir às novas gerações a fé de sempre, mas da qual muitos baptizados se esquecem ou, pelo menos, não vivem de maneira autêntica.

Cada cristão, para oferecer um testemunho verdadeiro, deve sentir-se fortalecido pela força do Senhor ressuscitado, pois só desta maneira poderá enfrentar as dificuldades e os sofrimentos que esse testemunho poderá encontrar no seu caminho.

 

António Coelho, s.j

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