Papa Francisco: “não” a qualquer tipo de droga, “sim” à vida

2014-06-20 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência nesta manhã, no Vaticano, os participantes da 31ª edição da International Drug Enforcement Conference (IDEC), a reunião anual dos responsáveis das agências antidroga mundiais, que este ano se realizou em Roma entre os dias 17 e 19 de junho. O tema do encontro foi: “O desmantelamento das estruturas financeiras do narcotráfico”. 500 delegados de 129 países se reuniram para discutir sobre o assunto, divididos em sete grupos de trabalho compostos por área geográfica (América do Sul, Caribe, América do Norte e Central, Ásia do Sul e Central, Europa, África, Sudeste asiático), abordando as problemáticas da lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
No seu discurso aos presentes o Papa Francisco expressou apreço pelo trabalho que a International Drug Enforcement Conference realiza enfrentando um problema grave e complexo do nosso tempo. O Santo Padre fez votos de que se possa atingir os objetivos propostos: coordenar as políticas antidroga; compartilhar as relativas informações; e desenvolver uma estratégia operativa que contraste o narcotráfico.
“O flagelo das drogas continua a fazer estragos em formas e dimensões impressionantes, alimentado por um mercado vergonhoso que atravessa as fronteiras nacionais e continentais. Desta forma, continua a crescer o perigo para os jovens e adolescentes. Diante deste fenômeno, sinto a necessidade de expressar a minha tristeza e a minha preocupação”.

Gostaria de dizer com muita clareza – continuou o Papa: a droga não se vence com a droga! A droga é um mal, e com o mal não podem haver relaxamento ou compromissos. Pensar em poder reduzir o dano, permitindo o uso de psicofármacos àquelas pessoas que continuam a usar droga, não resolve de fato o problema. A legalização das chamadas “drogas leves”, mesmo de modo parcial, além de ser, pelo menos, questionável em termos de legislação, não produz os efeitos que foram pré-fixados.
As drogas substitutivas, então, não são uma terapia suficiente, mas uma forma velada de se render ao fenômeno. Quero reafirmar – disse Francisco – o que eu já disse em outra ocasião: “não a qualquer tipo de droga”.
“Mas, para dizer esse não, é necessário dizer sim à vida, sim ao amor, sim aos outros, sim à educação, sim ao trabalho, sim a mais fontes de trabalho. Se forem realizados estes “sim”, não há lugar para a droga, para o abuso de álcool, para as outras dependências”.

O Papa Francisco recordou em seguida que a Igreja, fiel ao mandato de Jesus de ir a todos os lugares onde há um ser humano que sofre, que está sedento, com fome, e na prisão, não abandonou aqueles que caíram na espiral da droga, mas com o seu amor criativo foi ao encontro deles. Pegou-os pela mão, através da obra de muitos agentes e voluntários, para que pudessem redescobrir a sua dignidade, ajudando-os a fazer ressuscitar aqueles recursos, aqueles talentos pessoais que a droga tinha sepultado, mas que não podiam se cancelados, uma vez que cada homem é criado à imagem e semelhança de Deus.
O exemplo dos muitos jovens que, desejosos de escapar da dependência da droga, se empenham em reconstruir as suas vidas, é um incentivo para olhar para frente com confiança, finalizou o Papa Francisco. (SP)

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