INTENÇÕES DO SANTO PADRE – JULHO 2014

INTENÇÕES DO SANTO PADRE – JULHO 2014

Universal
Desporto e humanização
Para que a prática do desporto seja sempre oportunidade de fraternidade e crescimento humano.

Pela Evangelização
Missionários leigos
Para que o Espírito Santo sustenha o serviço dos leigos que anunciam o Evangelho nos países mais pobres.

Intenção do Mês – Julho2014

UNIVERSAL

O desporto ao serviço da pessoa

Quando se fala em desporto, pensa-se muitas vezes, diria mesmo a maior parte das vezes, somente no seu aspecto lúdico e nos seus benefícios para a saúde. Sem negar estes aspectos, devemos afirmar que o desporto é muito mais que isto e tem outras dimensões, impossíveis de enumerar no pouco espaço que temos.

Devemos dizer, antes de mais e como algo fundamental, que o que está, devia pelo menos estar sempre, na base do desporto é a pessoa humana e que, portanto, o desporto deve estar ao serviço do homem. Isto significa que o desporto, como bem cultural que é, deve contribuir para que o homem se descubra a si mesmo e ajudá-lo a compreender o sentido profundo da sua vida, assim como a descobrir novos valores humanos.

O desporto representa também um factor importante no relacionamento entre as pessoas, quer a nível da própria nação, quer a nível de outros países. Como nos lembra o Concílio Vaticano II, o desporto serve para «estabelecer relações fraternas entre os homens de todas as condições e nações, ou de raças diversas» (GS 61).

Mas para que o desporto alcance todos estes benefícios, deve ser praticado com honestidade, o que, infelizmente, nem sempre acontece. Isto porque os interesses pessoais, e não só, se sobrepõem ao que devia ser o desporto, como sejam o dinheiro, o prestígio pessoal ou nacional e tantos outros, fazendo com que a prática desportiva não seja leal e transparente, utilizando métodos não ortodoxos, como sucede no caso do doping.

A Igreja interessa-se pelo desporto porque se preocupa com o homem, com todo o homem, e reconhece que a prática desportiva influi na educação e formação da pessoa, nas relações humanas e até na espiritualidade. A prova disto está nas associações desportivas de inspiração cristã que existem um pouco por toda a parte, nas quais se procura que os jovens vivam integralmente a sua própria experiência, prestando atenção ao projecto de Deus sobre a sua vida.

 

PELA EVANGELIZAÇÃO

Leigos evangelizadores

A Igreja, toda a Igreja é, por essência, missionária e, portanto, todos os seus membros são evangelizadores, em virtude sobretudo do baptismo, mas também dos outros sacramentos, bem como em virtude dos carismas que Deus lhes concede. «Evangelizar, escreveu Paulo VI, é a graça e a vocação própria da Igreja, a sua identidade mais profunda».

O mandato de Cristo: «Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova a toda a humanidade» (Mc 16, 15) estende-se a todos os baptizados e, em certo sentido, de um modo particular, aos leigos, já que eles constituem a maioria esmagadora da Igreja.

Em virtude do baptismo a que já nos referimos, somos todos constituídos sacerdotes, profetas e reis. Por isso, devemos participar com diligência, sem qualquer espécie de distinção, nas obras apostólicas da Igreja e colaborar com empenho na comunicação da Palavra de Deus. Cada cristão deve fazer suas as palavras de S. Paulo: «Ai de mim se eu não evangelizar» (1 Cor 9, 16).
A evangelização que Cristo confiou à Igreja seria inconcebível sem a colaboração de todos os baptizados. Estes prestam uma ajuda indispensável aos ministros ordenados, na missão evangelizadora.

Como se pode inferir de tudo o que dissemos, os cristãos não assumem por si próprios a missão evangelizadora, mas é Deus que chama: «A quem vou enviar? Quem irá por Mim? Eu respondi: “Aqui estou. Envia-me”» (Is 6, 8).

E se Deus chama, dará a luz e a força necessárias para cumprir a missão a que nos chamou: «Eu estou convosco até ao fim dos séculos» (Mt 28, 20). É confiados nesta força de Deus que os cristãos se empenham na evangelização, em circunstâncias por vezes bem difíceis. Sabem que Deus nunca se desmente a Si próprio e que a missão que Ele lhes confiou é d’Ele e não sua.

 

António Coelho, s.j

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